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por Vânia, em 12.06.08

Troubled times

Tendo em conta o sítio onde trabalho é lógico que sabia dos protestos dos camionistas. Diariamente leio online todos os jornais. Embora soubesse que poderia afectar os postos de combustível nunca pensei que o efeito pudesse ser tão rápido e tão profundo. Na segunda-feira um colega saiu para um trabalho e quando voltou disse que a bomba de gasolina da TOTAL já estava quase no fim. Quando sai do trabalho passei pela GALP da estação de serviço da auto estrada e pus 30 euros. Ainda hesitei com 20 euros, mas achei melhor jogar pelo seguro. Curioso que ainda ia indecisa em meter gasolina... No dia seguinte era feriado e ia esta em casa. Ainda bem que meti gasolina. O dia passou. No feriado quando saimos de casa depois do jantar, as filas para as bombas de gasolina eram enormes e já existiam bombas sem combustível. No rádio, avisavam já que as bombas de gasolina de Lagos e Portimão estavam sem nada. Ontem vim de carro para o trabalho, tal como hoje. As bombas de gasolina da BP, GALP, REPSOL estavam fechadas. Para além de Lagos e Portimão também as bombas de gasolina do concelho de Vila do Bispo (2 em Sagres, 1 em Vila do Bispo e 1 em Budens) estavam secas. A minha mãe ligou-me ontem a dizer que já não tinha muita gasolina.

 

Começaram a circular notícias de problemas de abastecimento aos hipermercados, essencialmente frescos e produtos hortícolas. Notícias que davam conta de que 10 000 litros de leite estavam a ser deitados fora por dia. Como já não tinha pão em casa, nem sequer congelado, e não tinha a certeza relativamente ao leite resolvi passar pelo Continente. Estacionamente vazio, provavelmente devido ao jogo de Portugal que tinha terminado havia pouco. Pouca gente dentro do hiper. Mas quando cheguei junto à zona da padaria vi que só havia pão integral e cacetes. Ok. Trouxe o que havia e congelei. Quando passei pelo leite o choque ainda foi maior. Só havia Continente Gordo e Mimosa Crescimento. Só havia 3 embalagens de Continente Cálcio. Foi o que comprei.

 

O meu patrão diz que os portugueses panicam com facilidade. Pois, mas para quem precisa de gasolina para ir para o trabalho, quem precisa de pão todos os dias, é complicado ver o dia completamente alterado. Compreendo e aceito o direito à greve mas não consigo perceber como se deixou as coisas chegarem a este ponto. Acredito que o governo não deveria abrir um precedente cedendo ás exigências. Hoje são estes, amanhã são outros. A verdade é que os camionistas conseguiram o que queriam. Pararam o país, ou quase.

 

Ao ver os hipermercados vazios, filas enormes para a gasolina pensei como seria se houvesse uma verdadeira tragédia. E é melhor nem pensar muito nisso...

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2 comentários

De guiga a 12.06.2008 às 15:35

Dependemos todos uns dos outros! E é para termos noção de como é fácil levar um país ao caos! Imagina quem não tem dinheiro para poder comprar os bens mais caros, pois com a falta de alimentos, os preços iriam subir, a fome iria crescer... Enfim, melhor nem pensar!
É uma prova de que vivemos numa sociedade frágil!
*.*

De Isabel Fernandes a 13.06.2008 às 10:45

Penso que não se trata de uma questão de cedência mas sim de bom senso. "Não se fazem omeletas sem ovos" e os camionistas não podem trabalhar sem gastar combustível por isso é imprescindível que seja prestada ajuda a quem quer/ precisa de trabalhar.
Diz bem: hoje são eles, amanhã podemos ser nós. E se não tiver meios para trabalhar? E se constatar que por esse motivo poderá ficar sem emprego? Não protesta também??

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